Quarta-feira, Janeiro 18, 2006

A verdade tarda mas... não falha!

Garcia Pereira pede a Sócrates informação sobre privatização CGD
O candidato presidencial Garcia Pereira anunciou quarta-feira em Guimarães que enviou uma carta ao primeiro-ministro, José Sócrates, questionando-o sobre a eventual privatização da Caixa Geral de Depósitos (CGD).
«Vou ter sexta-feira uma reunião com os trabalhadores da Caixa e gostava de lhes levar uma resposta sobre o assunto», afirmou Garcia Pereira em conferência de imprensa, no final de uma visita ao bairro social de Guimarães e de contactos de rua com eleitores.
Garcia Pereira sublinhou, com ironia, que decidiu levantar a questão «depois do primeiro-ministro ter transformado, terça-feira, o candidato Mário Soares em seu porta-voz ou mensageiro para os Estaleiros de Viana do Castelo (ENVC)», embora frisando que responderia a qualquer outro candidato que o questionasse.
O candidato apoiado pelo PCTP/MRPP acrescentou que espera que o primeiro-ministro lhe dê uma resposta em tempo útil sobre a CGD, ou seja, antes da reunião com os trabalhadores e do fim da campanha eleitoral.
Ao visitar os ENVC, Mário Soares informou os trabalhadores que o Governo não tenciona privatizar aquela empresa, garantia que o candidato apoiado pelo PS disse que lhe tinha sido dada por telefone pelo próprio ministro da Defesa, Luís Amado, de visita à China.
Dias antes, Luís Amado admitira que o Ministério da Defesa não afastava nenhuma opção de viabilização dos ENVC a prazo, incluindo a privatização.
Face a críticas de outros candidatos, José Sócrates recusou, terça-feira à noite, que Mário Soares tivesse sido «porta-voz do Governo» e esclareceu que o candidato apoiado pelo PS «limitou-se a perguntar qual a política do Governo para os estaleiros e foi-lhe comunicado», garantindo que a informação teria sido transmitida a «qualquer outro dos candidatos que tivesse» colocado a questão.
Na conferência de imprensa em Guimarães, Garcia Pereira justificou a sua passagem pela chamada «cidade-berço» da nacionalidade, dizendo que «numa altura em que o país está sendo vendido ao desbarato, impõe-se recordar que cabe ao Presidente da República a defesa da independência nacional e do seu tecido produtivo».
Lamentou que nenhum dos outros candidatos se tenha pronunciado «por uma das questões-chave da vida nacional, a do desemprego», avisando que «Portugal corre o risco de se tornar na Argentina da Europa, entrando em bancarrota devido às políticas neoliberais que vêm sendo seguidas».
«Numa altura em que os portugueses enfrentam o espectro do desemprego, que continua a subir diariamente, o actual Governo diminui as políticas sociais, optando por diminuir as pensões e o acesso ao subsídio de desemprego», lamentou.
A anteceder a conversa com os jornalistas, Garcia Pereira - acompanhado pelo dirigente local do MRPP, António Teixeira - deslocou-se ao bairro social de Nossa Senhora da Conceição, propriedade do Instituto Nacional de Habitação e situado junto ao estádio municipal, onde se inteirou dos problemas dos residentes.
Os moradores alertaram o candidato para a possibilidade de o bairro vir a ser entregue pelo Estado a privados, o que - afirmam - «traria um brutal aumento das rendas como sucedeu numa urbanização semelhante em Lisboa».
De seguida, percorreu o Largo do Toural e algumas artérias do centro histórico onde foi acolhido com simpatia pelos transeuntes, alguns dos quais lhe prometeram apoio e o encorajaram, dizendo ser ele «o único que diz as verdades e defende os trabalhadores».
Diário Digital / Lusa
18-01-2006 18:48:

2 Comments:

Blogger Eric Blair said...

Pá, o meu voto vai para Garcia Pereia.

12:36 PM  
Blogger José M:ª de Azeredo said...

Eleições Presidenciais 2006

Abstenho-me….porquê?



Portugal padece de um mal crónico, que se relaciona com a caducidade do actual regime.

Este regime criou uma classe política desacreditada, com a qual o povo não se reconhece. Por este facto as máquinas partidárias esforçam-se, com afinadas técnicas de marketing, combater a abstenção…mas esta não para de aumentar!

O regime Republicano - Laico e Socialista já não me dá esperança…nunca me deu, e pelo que vejo, nunca poderá dá-la!

Em cem anos de República, metade vivêmo-la em ditadura. A primeira República foi jacobina, anticlerical e delapidante do erário público, atirando-nos para a primeira grande guerra numa vã tentativa de a legitimar, já que, apesar do prometido, nunca o foi por sufrágio popular.

Aliás, como se pode legitimar um regime que se alicerça numa horrenda traição levada a cabo pela carbonária (braço armado do Partido Republicano), assassinando cobardemente S.A.R . o Rei D. Carlos e Príncipe Real D.Luis Filipe!!!

A terceira Republica que actualmente vivemos, dita democrática, realizou a “magnifica e exemplar descolonização”. Ao fim de 500 anos de encontro de culturas, abandonámos as colónias à sua sorte e “fugimos com o rabo entre as pernas”, ficando aqueles povos em guerra durante dezenas de anos, ou ocupados por outros mais poderosos e pouco conhecedores dos direitos humanos, como aconteceu em Timor!

O argumento Republicano do “Ultimato Inglês” como traição à pátria realizada pela Monarquia Constitucional, à beira desta “brilhante descolonização” deixa mágoa e revolta qualquer Português que conheça minimamente a nossa história.

Neste actual regime, os candidatos à presidência não são independentes, nem cidadãos comuns…são-nos impostos pelos partidos, e resultam, como tal, de escolhas de interesses de poder e para o poder partidário…e claro, surgem os políticos de carreira a prometer o mais absurdo….que após serem eleitos, entregam a sua filiação partidária, e num acto corajoso de amnésia esquecem os ideais que os elegeram e declaram-se “PRESIDENTE DE TODOS OS PORTUGUESE!!!” . E esta…heim!!!

Ainda por cima quando mais de metade da população portuguesa se abstêm nas eleições, e a outra parte não se revê nas suas ideologias? Onde está a legitimidade?

Onde está a legitimidade do actual regime dito democrático, quando na sua constituição proíbe outro qualquer que não o Republicano?????

Não sou hipócrita, nem vou com o rebanho, e o meu voto vale por todos os outros, e pelo exposto deveria ser em branco, como cidadão que cumpre os seus deveres cívicos. Mas nas noites eleitorais estes nunca são mencionados, nem referidos nos matutinos que procedem as eleições…são por isso votos inúteis e estéreis de sentido.

Não me resta senão abster, pois essa sim, aparece em grande ênfase na comunicação social.

Mas como não quero que esta minha manifestação ao abster-me, se misture com os que não votam porque não se preocupam com o nosso país, resolvi, perante a minha consciência, tornar publica esta minha intenção de voto nestas eleições, e assim torná-la num protesto activo e vivo como se estivesse em frente à urna a colocar o meu voto de “ mudemos de regime”, e com ele renovemos a classe política com valores cristãos de dignidade e serviço público, por todos e pelo nosso querido Portugal!

O problema estrutural de atraso do nosso país, das finanças públicas, das reformas que à dezenas de anos adiamos, da falência da justiça, da falta de valores, do “servir-se” em vez de “servir”, não se resolve com a eleição de qualquer dos candidatos, pois será mais um entre iguais.

O regime faliu, não se legitima nem se legitimou, não dá nada de novo e como tal não favorece a esperança…parou…morreu!

Abstenho-me….está dito e publicamente justificado!





Lisboa, 20 de Janeiro de 2006



José Maria de Azeredo

Eleitor n.º 04219 da Freguesia de Nossa Senhora de Fátima



Nota: Se pretenderem comentar a minha opinião podem-no fazer no meu Blog – www.jmazeredo.blogspot.com

3:36 PM  

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