Reacções à sondagem do JN
Fonte: http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=634775&div_id=291
Garcia Pereira satisfeito com sondagem que lhe dá 1,2%
2006/01/15 17:35
«Para quem começou do zero, isto é um aumento significativo de apoio à nossa candidatura, é uma tendência muito positiva», sublinhou candidato apoiado pelo PCTP/MRPP
O candidato presidencial Garcia Pereira manifestou hoje a sua satisfação por uma sondagem divulgada pelo Jornal de Notícias lhe atribuir 1,2 por cento das intenções de voto dos portugueses.
Num almoço de campanha num restaurante em Machico, na Madeira, que reuniu 17 pessoas extra-delegação da candidatura, Garcia Pereira regozijou-se com os resultados da sondagem.
"Para quem começou do zero, isto é um aumento significativo de apoio à nossa candidatura, é uma tendência muito positiva", sublinhou o candidato apoiado pelo PCTP/MRPP.
"É com enorme satisfação que depois de ter estado a fazer de quebra-gelo - durante todo este tempo venho a partir gelo há meses e meses a fio para obter algum espaço para a candidatura - e quando esse espaço foi finalmente obtido, nós temos alguns resultados que nos satisfazem", acrescentou.
Na sondagem JN/Pitagórica, Cavaco Silva obtém 51,2 por cento das intenções de voto, Mário Soares 14,9 por cento, Manuel Alegre 11,6 por cento, Francisco Louçã 8,2 por cento, Jerónimo de Sousa 6,6 por cento e Garcia Pereira 1,2 por cento.
Esta sondagem foi realizada entre 4 e 11 de Janeiro, através de 605 inquéritos válidos, dos quais 50,8 por cento a eleitores do sexo feminino, com uma margem de erro de 4,07 por cento para um nível de confiança de 95,5 por cento.
O candidato apoiado pelo PCTP/MRPP disse partir para a última semana de campanha eleitoral "com firmeza e entusiasmo", apesar de reconhecer não esperar vencer as eleições do próximo domingo, mas sim o reforço das ideias que defende.
Garcia Pereira lamentou ainda que os escassos recursos da candidatura não lhe tenham permitido deslocar-se em campanha à ilha de Porto Santo, onde duas ruas ostentam os nomes do seu avô Manuel Gregório Pestana Júnior e do bisavô Manuel Gregório Pestana.
Nas eleições presidenciais de 2001, Garcia Pereira obteve na 1.970 votos (1,94 por cento) na Madeira, região onde o PCTP/MRPP não tem representação e cuja actividade partidária é quase nula.
Garcia Pereira já se tinha deslocado à Madeira em campanha nas eleições presidenciais de 2001.

1 Comments:
Caríssimo Garcia Pereira
Hesitei na forma como iniciar este comentário.
Trata-lo por V.Exa reflectiria um respeito que lhe voto pela lucidez que tem apresentado mas, infelizmente, tambêm uma forma reverencial que traduz mais formalismo que respeito neste país.
Não sendo advogado o tratamento por colega parece-me descabido e não sendo vosso correlegionário em nenhum partido nem colega de tropa não me parece sério utilizar o termo camarada.
Trato-o então pelo nome que recebeu e com que galhardamente apresenta a sua candidatura e com um sincero "caríssimo" de apreço.
Começo por referir que ideologicamente, nunca me revi na esquerda e não o comecei a fazer agora.
Apraz-me no entanto verificar que, independentemente de valores de fundo tão divergentes como os que provavelmente defendemos, partilhamos um respeito pelo carácter sacrossanto do direito e dos princípios que ele devia consubstanciar (na certeza e dignidade de tratamento do Homem).
Se nenhum outro mêrito houvera na sua candidatura, haveria certamente esse grito de justa indignação contra o achincalhamente dos valores, o abastardamento das leis e a corrupção e amesquinhamento das instituições que deviam sustentar um estado de Direito.
E há mais mêrito, pessoalmente acredito que a mera existência de candidaturas quase individuais e especialmente se delas discordar é sinal de algo saudável e desejável numa republica que não se quer esvaziada de uma Res Publica.
O tratamento que recebeu na "pré-campanha" é um insulto à mais elementar justiça (pré-campanha que não existe como tal em nenhum diploma e que fagocitou esta campanha eleitoral)
Mas admitindo que se podem escusar os fazedores de opinião a dar igual tratamento a todos os candidatos então que critério alegam para aqueles 5 que escolheram?
Escolhendo o caso mais escandaloso...
Politica e academicamente tem maior dignidade histórica e académica (e infinitamente mais honestidade intelectual) que um Louçã.
Em termos de possibilidade de vitória nenhum a tem e não me parece que uns escassos pontos percentuais justifiquem a escolha de um demagogo desonesto e bombástico (e duma vaquidade total no fundo). Isto em detrimento de uma candidatura séria e sóbria (séria) no discurso, ainda que simbólica, e acima de tudo com vontade de discutir e mudar uma situação preocupante em que ninguêm se atreve a sussurrar, quanto mais gritar, que o rei vai nu e o presidente pior.
Surpreendo-me a desejar-lhe boa sorte e sem saber se não acabarei por lhe dar o meu voto (e sabendo que alguns de esquerda já lhe trouxe fazendo a sua apologia em círculos de amigos... ai se nos tempos da JC soubesse o que ia acabar por dizer passado uns anos)
Despeço-me desejando-lhe não uma vitória que em que nenhum de nós acredita (nem no fundo eu desejo), mas uma vitória de mais alguns cidadãos para crença numa responsabilidade na Cidadania e na importância da Justiça.
Cordialmente
Enviar um comentário
<< Home