quarta-feira, janeiro 18, 2006

A verdade tarda mas... não falha!

Garcia Pereira pede a Sócrates informação sobre privatização CGD
O candidato presidencial Garcia Pereira anunciou quarta-feira em Guimarães que enviou uma carta ao primeiro-ministro, José Sócrates, questionando-o sobre a eventual privatização da Caixa Geral de Depósitos (CGD).
«Vou ter sexta-feira uma reunião com os trabalhadores da Caixa e gostava de lhes levar uma resposta sobre o assunto», afirmou Garcia Pereira em conferência de imprensa, no final de uma visita ao bairro social de Guimarães e de contactos de rua com eleitores.
Garcia Pereira sublinhou, com ironia, que decidiu levantar a questão «depois do primeiro-ministro ter transformado, terça-feira, o candidato Mário Soares em seu porta-voz ou mensageiro para os Estaleiros de Viana do Castelo (ENVC)», embora frisando que responderia a qualquer outro candidato que o questionasse.
O candidato apoiado pelo PCTP/MRPP acrescentou que espera que o primeiro-ministro lhe dê uma resposta em tempo útil sobre a CGD, ou seja, antes da reunião com os trabalhadores e do fim da campanha eleitoral.
Ao visitar os ENVC, Mário Soares informou os trabalhadores que o Governo não tenciona privatizar aquela empresa, garantia que o candidato apoiado pelo PS disse que lhe tinha sido dada por telefone pelo próprio ministro da Defesa, Luís Amado, de visita à China.
Dias antes, Luís Amado admitira que o Ministério da Defesa não afastava nenhuma opção de viabilização dos ENVC a prazo, incluindo a privatização.
Face a críticas de outros candidatos, José Sócrates recusou, terça-feira à noite, que Mário Soares tivesse sido «porta-voz do Governo» e esclareceu que o candidato apoiado pelo PS «limitou-se a perguntar qual a política do Governo para os estaleiros e foi-lhe comunicado», garantindo que a informação teria sido transmitida a «qualquer outro dos candidatos que tivesse» colocado a questão.
Na conferência de imprensa em Guimarães, Garcia Pereira justificou a sua passagem pela chamada «cidade-berço» da nacionalidade, dizendo que «numa altura em que o país está sendo vendido ao desbarato, impõe-se recordar que cabe ao Presidente da República a defesa da independência nacional e do seu tecido produtivo».
Lamentou que nenhum dos outros candidatos se tenha pronunciado «por uma das questões-chave da vida nacional, a do desemprego», avisando que «Portugal corre o risco de se tornar na Argentina da Europa, entrando em bancarrota devido às políticas neoliberais que vêm sendo seguidas».
«Numa altura em que os portugueses enfrentam o espectro do desemprego, que continua a subir diariamente, o actual Governo diminui as políticas sociais, optando por diminuir as pensões e o acesso ao subsídio de desemprego», lamentou.
A anteceder a conversa com os jornalistas, Garcia Pereira - acompanhado pelo dirigente local do MRPP, António Teixeira - deslocou-se ao bairro social de Nossa Senhora da Conceição, propriedade do Instituto Nacional de Habitação e situado junto ao estádio municipal, onde se inteirou dos problemas dos residentes.
Os moradores alertaram o candidato para a possibilidade de o bairro vir a ser entregue pelo Estado a privados, o que - afirmam - «traria um brutal aumento das rendas como sucedeu numa urbanização semelhante em Lisboa».
De seguida, percorreu o Largo do Toural e algumas artérias do centro histórico onde foi acolhido com simpatia pelos transeuntes, alguns dos quais lhe prometeram apoio e o encorajaram, dizendo ser ele «o único que diz as verdades e defende os trabalhadores».
Diário Digital / Lusa
18-01-2006 18:48:

A revolução de João Preguiça

Fonte: http://sic.sapo.pt/online/noticias/pais/20060118-O+Governo+esta+a+favorecer+Soares.htm

O Governo está a favorecer Soares”
Garcia Pereira considera que o governo está a violar o dever de neutralidade, beneficiando Soares
Garcia Pereira esteve ontem em Serpa, onde lançou duras críticas a Mário Soares e ao Governo. Para o candidato presidencial, a candidatura de Soares é “perdedora” porque se apresenta como uma ajuda ao governo.
O candidato apoiado pelo PCTP/MRPP afirmou que Soares mostrou “completo desnorte e desespero” ao garantir aos trabalhadores do estaleiro naval de Viana do Castelo que o governo não vai privatizar a empresa. Para Garcia Pereira, o facto do ministro da Defesa ter apresentado garantias a Mário Soares sobre este assunto mostra que o governo viola os “deveres de imparcialidade e neutralidade”. “Esta atitude só vem prejudicar, ainda mais, a candidatura de Mário Soares porque os eleitores não desculpam que se esteja a tentar utilizar, em desespero de causa, truques deste tipo", acrescentou o candidato. Garcia Pereira acusou ainda Jorge Sampaio de ser “um homem de esperar para ver”, continuando a destruição do cargo de Presidente da República iniciada por Soares. Na visita aos concelhos de Beja e Moura, Garcia Pereira acusou os sucessivos governos de utilizarem fundos europeus para “destruir a capacidade produtiva do país”. O candidato contou com a presença do militante do PCTP/MRPP, João Preguiça, que se mostrou céptico quanto ao futuro do país. “Portugal só se endireita quando o PCTP/MRPP fizer uma revolução”, afirmou. Com Lusa

Os faltosos...

Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=210628

Garcia Pereira: Candidatos fogem do debate como «diabo da cruz»
O candidato presidencial Garcia Pereira, apoiado pelo PCTP/MRPP, garantiu terça-feira que a política portuguesa «bateu no fundo» e acusou os seus adversários de fugirem ao debate como «o diabo da cruz».
«Candidatos que se recusam a debater mostram que não têm ideias para o País e fogem como o diabo da cruz de discutir com os seus respectivos adversários», afirmou, durante uma acção de campanha em Serpa, distrito de Beja.
Garcia Pereira comentava assim a inviabilização do debate com os seis candidatos às presidenciais, para sexta-feira, na Rádio Difusão Portuguesa (RDP), devido à recusa de Cavaco Silva em participar.
Mário Soares, Manuel Alegre, Francisco Louçã e Jerónimo de Sousa já tinham aceite o repto, lançado por Garcia Pereira, mas o candidato apoiado pelo PSD e CDS/PP manifestou-se segunda-feira indisponível e o debate já não se realizará.
Conhecida a posição de Cavaco Silva, Manuel Alegre mostrou-se disponível apenas para um debate «a seis» ou «a dois» com Garcia Pereira, enquanto Jerónimo de Sousa considera que, sem a presença do antigo primeiro-ministro, o debate seria «ineficaz» e «amputado».
Aproveitando a visita que hoje está a realizar pelos concelhos de Beja e Serpa, Garcia Pereira, acompanhado de uma comitiva formada por cerca de 15 pessoas, abordou a questão do debate, garantindo ter feito o que lhe «competia».
«Eu fiz o que me competia, ou seja, desafiei-os a debater. Tiveram medo de o fazer e os cidadãos não deixarão de tirar daí as devidas conclusões», argumentou.
Para Garcia Pereira, uma campanha eleitoral em que «os cinco candidatos decidiram debater, excluindo o sexto, e não expuseram uma única ideia sobre os graves problemas do país» significa que «bateu-se no fundo».
«Estamos à beira de eleger um Presidente da República que não definiu uma posição, nem sustentou uma ideia, sobre qualquer problema. Quando isso acontece, chegou-se ao grau zero da política», insistiu o candidato, retomando uma expressão que já utilizou nesta campanha eleitoral

Outra opinião

Fonte: http://oultimometro.blogspot.com/

o 6º candidato
Começou a Campanha. E tal como na “pré-campanha” (alguém percebe a diferença? os “direitos de antena?), não encontro justeza no discurso dos candidatos, não reconheço a isenção da comunicação social, porque acho inaceitável a exclusão pouco democrática de um candidato: Garcia Pereira.Ouve-se falar nele? Pouco, quase nada.Excluído dos debates televisivos, sem repórteres no terreno para acompanhar as suas iniciativas, os candidatos que apregoam a democracia ignoram o concorrente. O povo nem sabe que ele é candidato.Acima de tudo, não consigo compreender o “esquecimento” por parte da comunicação social. Não se trata de excluir dos media alguns de entre 15 ou 20 candidatos, mas da exclusão de um em seis. E não se trata de um malabarista qualquer. Garcia Pereira não é um desconhecido. As pessoas conhecem-lhe o nome e a figura. Concederam-lhe o número de assinaturas necessárias para a candidatura.Os candidatos (ou respectivas máquinas partidárias), que se auto-intitulam “democratas”, não querem ouvir o Garcia Pereira. Um homem inteligente, que por certo terá coisas para dizer ao país; mas é som que não chega. Porque a comunicação social portuguesa (por iniciativa própria ou por cedência a pressões) excluiu Garcia Pereira da corrida.Uma vergonha.

A opinião de Pacheco Pereira

Fonte: http://www.abrupto.blogspot.com/

O único candidato que tem inequívocas, indesmentíveis, razões para se queixar da comunicação social é Garcia Pereira. A sua exclusão dos debates pré-eleitorais foi exclusivamente uma opção da comunicação social. E poucas dúvidas se podem ter que se Garcia Pereira pudesse ter acesso a esses debates não andaria a arrastar-se nos zero vírgula, qualquer coisa por cento. Garcia Pereira é um debatente duro e menos sensível à "moderação" para ganhar uns votitos. Iria buscar votos aos votos radicais, ou seja prejudicaria Louçã, o grande beneficiado por esta opção.

A destruição da capacidade produtiva do país...

Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=210651

Garcia Pereira aponta «completo desnorte» de Mário Soares
O candidato presidencial Garcia Pereira considerou terça-feira que a garantia dada por Mário Soares sobre a não privatização dos estaleiros navais de Viana do Castelo é um «sintoma do completo desnorte e desespero» da candidatura.
«Além do cadáver do Governo, a candidatura de Mário Soares já transporta o caixão, as flores e os restantes apetrechos do respectivo funeral», afirmou, no final de um almoço em Pias, Serpa.
Garcia Pereira falava aos jornalistas, depois de hoje, em Viana do Castelo, Mário Soares ter afirmado que recebeu garantias do Governo de que os estaleiros navais não serão privatizados.
O candidato apoiado pelo PS afirmou a representantes dos trabalhadores dos estaleiros ter recebido a garantia do ministro da Defesa, Luís Amado, de que não existe qualquer intenção de privatizar a empresa, que é uma sociedade anónima com capitais totalmente públicos.
Para o candidato apoiado pelo PCTP/MRPP, o facto do ministro da Defesa ter apresentado garantias a Mário Soares sobre este assunto configura uma «violação gravíssima dos deveres de neutralidade e imparcialidade» do Governo.
«É absolutamente lastimável que o Governo esteja a violar esses deveres, favorecendo um candidato», criticou Garcia Pereira.
Esta atitude, acrescentou, serve apenas para «prejudicar, ainda mais, a candidatura de Mário Soares» porque os eleitores «não desculpam que se esteja a tentar utilizar, em desespero de causa, truques deste tipo».
«Desde o início que considero perdedora a candidatura de Soares porque parte do pressuposto de pretender consubstanciar uma ajuda ao Governo. O Presidente da República não tem que ser um intérprete do Governo. Pelo contrário», sublinhou.
Antes do almoço em Pias, terra do histórico militante do PCTP/MRPP João Preguiça, que se tornou mediático nas legislativas de 1995, quando rumou a Lisboa de carroça para pedir contas ao Governo de Cavaco Silva, Garcia Pereira ainda passou por Beja e Serpa.
Neste último concelho, o candidato aproveitou para criticar o actual Presidente da República, Jorge Sampaio, e o seu antecessor, Mário Soares.
«A destruição do cargo de Presidente da República começou com Mário Soares e continuou com Jorge Sampaio, que é um homem de esperar para ver», acusou.
Já no percurso para Pias, a comitiva ainda parou junto a uma herdade que, segundo indicou João Preguiça, mandatário distrital de Garcia Pereira, está actualmente na posse de espanhóis.
Uma situação que, de acordo com o mesmo militante, não é única, já que, entre os concelhos de Beja e Moura, existem «cerca de 60 propriedades agrícolas» nas mãos de empresários oriundos de Espanha.
A este propósito, o candidato presidencial acusou os sucessivos governos de terem utilizado os fundos comunitários para «destruir a capacidade produtiva do país» e exigiu que se faça um balanço da aplicação dos fundos comunitários.
João Preguiça mostrou-se mais céptico quanto ao futuro do país: «Portugal só endireita quando o PCTP/MRPP fizer uma revolução».
Nas eleições presidenciais de 2001, Garcia Pereira obteve, no concelho de Serpa, num total 6.815 votantes, 77 votos, 22 dos quais na freguesia de Pias.
Diário Digital / Lusa
17-01-2006 18:17:00

terça-feira, janeiro 17, 2006

Mas afinal porque foge Cavaco (como se não soubéssemos...)

Fonte: http://www.rr.pt/noticia.asp?idnoticia=155118
Presidenciais: Garcia Pereira disponível para debates
O candidato apoiado pelo PCTP/MRPP começou a semana com uma visita ao Hospital de S. José, em Lisboa, numa acção de campanha onde afirmou estar disponível para todos os debates.
17/01/2006

Garcia Pereira

(00:48) Deve existir, pelo menos, um debate com todos os candidatos, ou com todos os que estejam disponíveis a isso, afirmou Garcia Pereira.
Recorde-se que o candidato presidencial apoiado pelo PCTP/MRPP não fez parte dos debates televisivos levados a cabo, no mês passado, com os restantes candidatos Jerónimo de Sousa, Francisco Louçã, Manuel Alegre, Cavaco Silva e Mário Soares

Encontro com o Sindicato dos Trabalhadores da PT

Ainda o encontro na livraria Barata



Livraria Barata

Fotografias



Fotografia do encontro na livraria Barata, em Lisboa.

Debate ? Cavaco Foge...

Fonte: http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=635253&div_id=291
Alegre só aceita debate a seis ou a dois com Garcia Pereira

2006/01/16 19:48

«Se não forem todos, eu estou disponível para debater sozinho com Garcia Pereira sem prejudicar a minha campanha, naturalmente», acrescentou o candidato a Belém

Manuel Alegre rejeitou hoje um debate com os seus adversários sem a presença de Cavaco Silva, reiterando que aceita debater com todos os candidatos às presidenciais, e propôs, em alternativa, um frente-a-frente com Garcia Pereira.
«Estou disposto a ir a um debate com todos os candidatos, todos, os seis», declarou Manuel Alegre aos jornalistas, antes de visitar a sede da sua candidatura em São João da Madeira, Aveiro.
«Se não forem todos, eu estou disponível para debater sozinho com o dr. Garcia Pereira sem prejudicar a minha campanha, naturalmente», acrescentou o candidato independente a Belém.
Lembrando que tem a campanha organizada e a sexta-feira dedicada a Lisboa, Alegre afirmou-se «disposto a negociar um momento» para debater com o candidato apoiado pelo PCTP/MRPP, defendendo que «ele tem direito a isso».
Confrontado com a inviabilização de um eventual debate com todos os seus adversários excepto Cavaco Silva, Alegre respondeu: «Vou inviabilizar, porquê? Acho aliás extraordinário que isto apareça num momento destes da campanha, porque isto é um fait-divers».
«Estou disposto a ir a um debate com todos, sempre disse que estava disponível e até disse que o dr. Garcia Pereira tinha toda a razão e que tinha sido vítima de uma injustiça por não ter ido aos debates com os outros candidatos», sublinhou.
A RDP convidou todos os candidatos para um debate a realizar entre as 10:00 e as 12:00 de sexta-feira, último dia da campanha eleitoral, a que os adversários de Cavaco Silva responderam positivamente antes de ser conhecida a sua recusa em participar.
Hoje, Cavaco Silva justificou a recusa afirmando que numa «democracia avançada» essas iniciativas são acordadas antes da campanha.
A candidatura de Mário Soares, apoiado pelo PS, anunciou que estaria disponível a ir ao debate, enquanto Jerónimo de Sousa, apoiado pelo PCP, argumentou que sem Cavaco Silva seria «ineficaz e limitado».
A RDP, segundo disse à agência Lusa fonte da estação de rádio, admitia fazer o debate a cinco (sem o candidato do PSD e do CDS-PP), mas a recusa de dois concorrentes a Belém inviabiliza o debate, a realizar no último dia de campanha oficial.

Fonte:http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=635210&div_id=291

Presidenciais: Garcia Pereira admite vitória de Cavaco Silva
2006/01/16 17:56

«Dos candidatos só dois poderão ser eleitos: Mário Soares ou Cavaco Silva. Mas pelo andar da carruagem muito provavelmente será Cavaco Silva», disse o candidato apoiado pelo PCTC/MRPP

O candidato presidencial Garcia Pereira admitiu hoje que Cavaco Silva pode ser o próximo Presidente da República, acusando-o de querer chegar a Belém sem dizer o que pensa sobre os principais problemas do país.
«Dos candidatos só dois poderão ser eleitos: o dr. Mário Soares ou o dr. Cavaco Silva. Mas pelo andar da carruagem muito provavelmente será o dr. Cavaco Silva», disse o candidato apoiado pelo PCTC/MRPP no final de uma reunião com o sindicato dos trabalhadores da Portugal Telecom.
O candidato a Belém considerou que se atingiu «o grau zero na política», uma vez que, durante a campanha, nenhum candidato falou «das estratégias de sobrevivência do país».
«Com o processo eleitoral a que assistimos vamos ter um Presidente da República que não definiu uma única ideia sobre os principais problemas do país», realçou, ao defender que «os candidatos deveriam ser confrontados a definir as suas posições antes das eleições».
«Os candidatos estão à espera de ter um cheque em branco para quando chegarem a Belém não terem que cumprir com qualquer compromisso, assumindo simplesmente o cargo porque foram eleitos numa campanha em que não tiveram que definir uma única ideia», disse.
O candidato aproveitou a reunião com o sindicato dos trabalhadores da PT para manifestar a sua preocupação com o desemprego em Portugal, sublinhando que a questão chave da economia portuguesa é o emprego.
«Hoje a questão chave em Portugal é o emprego e a concretização das políticas económicas têm que ser feitas sobre essa questão», defendeu.
O candidato e dirigente do PCTP/MRPP voltou a lamentar que não tenha participado num debate com os restantes candidatos, acrescentando que se tem assistido a «uma não campanha», uma vez que «as acções de campanha das outras candidaturas são meras sessões de circo eleitoral».
Sobre a proposta de debate na RDP, sexta-feira, entre os seis candidatos e a indisponibilidade de Cavaco Silva, Garcia Pereira afirmou: Naturalmente as atitudes ficam com quem as pratica».
Das seis candidaturas apenas o candidato apoiado pelo PSD e CDS se mostrou indisponível «por questões de agenda» em participar no debate.
Garcia Pereira criticou novamente alguns órgãos de comunicação social, especialmente a SIC, sobre o tratamento dado à sua candidatura, sublinhando que no próximo domingo «não vão ser só os candidatos que vão a votos, mas também a comunicação social».

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Por estas e por outras...

Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=210353

Garcia Pereira desafia adversários para debate 6ª feira na RDP
O candidato presidencial Garcia Pereira desafiou hoje os seus adversários na corrida a Belém a aceitarem um repto da RDP para um debate a seis no último dia da campanha eleitoral.
«Desde há uma semana, a RDP lançou um repto a todos os candidatos para um debate na sexta-feira, dia 20 de Janeiro, de manhã», anunciou Garcia Pereira numa conferência de imprensa realizada num café do Funchal, indicando que aceitou «de imediato esse repto».
«Até agora, que eu saiba, os [outros] candidatos não se definiram relativamente a essa matéria«, acrescentou o candidato apoiado pelo PCTP/MRPP.
Para Garcia Pereira, os outros candidatos »estão a procurar impor uma atitude oportunista, que é não dizerem nem sim nem não, mas esperarem, para sexta-feira, às 10:00 horas, dizerem eu não posso porque estou não sei aonde«.
Apelando para a realização de um debate a seis nas televisões ou nas rádios até ao fim da campanha para as eleições do próximo domingo, Garcia Pereira desafiou Cavaco Silva, Mário Soares, Manuel Alegre, Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã a explicarem as razões pelas quais »não querem debater com o sexto candidato«.
«O sexto candidato esteve amordaçado até ao início de Janeiro», afirmou Garcia Pereira, que foi excluído dos debates televisivos realizados em Dezembro.
Garcia Pereira disse ainda que o silêncio dos adversários sobre um debate a seis «é algo semelhante» à atitude que, segundo referiu, têm revelado durante a campanha eleitoral.
«É não se definirem sobre coisa nenhuma antes das eleições, obtêm o voto e, depois de obtido, utilizam-no como um cheque em branco«, disse.
A conferência de imprensa encerrou o dia de campanha de Garcia Pereira na Madeira, onde defendeu que a autonomia das duas regiões autónomas portuguesas deve ser a mais ampla possível.
Diário Digital / Lusa

domingo, janeiro 15, 2006

Reacções à sondagem do JN

Fonte: http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=634775&div_id=291


Garcia Pereira satisfeito com sondagem que lhe dá 1,2%
2006/01/15 17:35

«Para quem começou do zero, isto é um aumento significativo de apoio à nossa candidatura, é uma tendência muito positiva», sublinhou candidato apoiado pelo PCTP/MRPP

O candidato presidencial Garcia Pereira manifestou hoje a sua satisfação por uma sondagem divulgada pelo Jornal de Notícias lhe atribuir 1,2 por cento das intenções de voto dos portugueses.
Num almoço de campanha num restaurante em Machico, na Madeira, que reuniu 17 pessoas extra-delegação da candidatura, Garcia Pereira regozijou-se com os resultados da sondagem.
"Para quem começou do zero, isto é um aumento significativo de apoio à nossa candidatura, é uma tendência muito positiva", sublinhou o candidato apoiado pelo PCTP/MRPP.
"É com enorme satisfação que depois de ter estado a fazer de quebra-gelo - durante todo este tempo venho a partir gelo há meses e meses a fio para obter algum espaço para a candidatura - e quando esse espaço foi finalmente obtido, nós temos alguns resultados que nos satisfazem", acrescentou.
Na sondagem JN/Pitagórica, Cavaco Silva obtém 51,2 por cento das intenções de voto, Mário Soares 14,9 por cento, Manuel Alegre 11,6 por cento, Francisco Louçã 8,2 por cento, Jerónimo de Sousa 6,6 por cento e Garcia Pereira 1,2 por cento.
Esta sondagem foi realizada entre 4 e 11 de Janeiro, através de 605 inquéritos válidos, dos quais 50,8 por cento a eleitores do sexo feminino, com uma margem de erro de 4,07 por cento para um nível de confiança de 95,5 por cento.
O candidato apoiado pelo PCTP/MRPP disse partir para a última semana de campanha eleitoral "com firmeza e entusiasmo", apesar de reconhecer não esperar vencer as eleições do próximo domingo, mas sim o reforço das ideias que defende.
Garcia Pereira lamentou ainda que os escassos recursos da candidatura não lhe tenham permitido deslocar-se em campanha à ilha de Porto Santo, onde duas ruas ostentam os nomes do seu avô Manuel Gregório Pestana Júnior e do bisavô Manuel Gregório Pestana.
Nas eleições presidenciais de 2001, Garcia Pereira obteve na 1.970 votos (1,94 por cento) na Madeira, região onde o PCTP/MRPP não tem representação e cuja actividade partidária é quase nula.
Garcia Pereira já se tinha deslocado à Madeira em campanha nas eleições presidenciais de 2001.

Ora aqui está...

Fonte: http://www.gloriafacil.blogspot.com/

Garcia Pereira
Ontem ouvi a entrevista de Garcia Pereira na RTP-1. Já tinha ouvido outra, na semana passada, na TSF, por sinal bastante parecida. A minha decisão de não votar está em processo de revisão. Cheira-me que não é só a minha.

A brincar, a brincar se vão dizendo as verdades...

Autoria :
http://www.inepcia.com/

Ou há moralidade ou comem todos!
SIC faz reportagem de 47 segundos sobre quotidiano de Garcia Pereira
Numa tentativa de calar críticas de parcialidade no tratamento aos candidatos presidenciais pela exclusão de Garcia Pereira das reportagens sobre o quotidiano dos candidatos recentemente transmitidas pela SIC, a estação de Carnaxide está a ultimar uma reportagem que dará a conhecer melhor aos portugueses o candidato ligado ao PCTP-MRPP. Trata-se de uma peça de extensos 47 segundos, durante os quais uma equipa de reportagem esperou o candidato à porta de casa quando este saía para trabalhar, fazendo um grande plano da sua testa. Apanhado de surpresa, Garcia Pereira só teve tempo de ajeitar o nó da gravata, revelando nisso grande à-vontade político, e perguntar com grande clareza de ideias: “O que é que vocês querem?” A reportagem será transmitida entre dois anúncios de imagens eróticas para telemóvel no próximo dia 27 de Janeiro no horário entre as 5 e as 6 da manhã.

Sondagem do JN

Segundo a sondagem do Jornal de Notícias, de hoje, dia 15 de Janeiro, Garcia Pereira tem 1,4 cidadãos a votarem em si. Grande subida!

Na Madeira...

Fonte: http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=634728&div_id=291

Garcia Pereira defende mais autonomia para regiões autónomas
2006/01/15 13:42

«Não vejo obstáculo nenhum a que haja tribunais regionais, designadamente um Supremo Tribunal em cada uma das regiões», diz candidato presidencial

candidato presidencial do PCTP/MRPP, Garcia Pereira, defendeu hoje, em Santa Cruz, "a mais ampla autonomia" para a Madeira e os Açores inclusive ao nível da Justiça com a criação de um Supremo Tribunal em cada uma das regiões autónomas.
"Não vejo obstáculo nenhum a que haja tribunais regionais, designadamente um Supremo Tribunal em cada uma das regiões", disse, ressalvando que a uniformização da jurisprudência teria de ser respeitada através da criação de "uma instância de resolução de conflitos".
Garcia Pereira esteve hoje de manhã em Santa Cruz e em Machico em campanha eleitoral, tendo sido recebido amavelmente pelas pessoas.
Em relação à ampla autonomia, o candidato considerou que esta só deveria ter como limites as "Forças Armadas e política externa nacionais". "Quanto ao resto entendo que os poderes autonómicos regionais devem ir até ao mais longe possível", reforçou.
Questionado sobre o défice democrático na Região, Garcia Pereira salientou: "o que há aqui é défice de oposição".
"A oposição que se reclama de esquerda - prosseguiu - nunca conseguiu compreender a questão autonómica e entregou-a completamente à direita".
Acusou a oposição de esquerda e sobretudo o PS-M de "não ter uma estratégia autonómica" mobilizadora, considerando que tal caminho permitirá ao PSD-M "ganhar mais 356 eleições na Região Autónoma da Madeira".
"Eu conheci a Madeira antes da autonomia, se não fosse a autonomia a Madeira continuava a ser no fim do mundo, continuava a ser hiper explorada e não desenvolvida como era na altura", realçou.
Relativamente à forma como a oposição critica a postura da governação de Alberto João Jardim, o candidato do PCTP/MRPP lembrou:
"tentar transformar o dr. Alberto João Jardim numa espécie de demónio de todos os demónios é uma manifestação de impotência de toda a oposição".
Confrontado ainda com a questão das minorias não serem alegadamente respeitadas na região, Garcia Pereira comentou: "quanto ao défice democrático, no sentido de que as minorias não se conseguem fazer ouvir, considero-me doutorado nisso, nem sequer é mestrado e muito menos licenciado", gracejando com a situação da cobertura da sua campanha eleitoral pela comunicação social.
"Défice democrático existe no conjunto do país em que as vozes do arco do poder é que têm direito a exprimir-se", adiantou.

sábado, janeiro 14, 2006

Já chegámos à Madeira...

Entrevista dada ao DN Madeira, edição de 14 de Janeiro, na Secção Destaque


O «mais ampla possível». É esta a concepção autonómica de Garcia Pereira. No limite defende o sexto candidato presidencial só as Forças Armadas e a política externa deveriam continuar centralizadas em Lisboa. O que há na Madeira antecipa-se é um «défice de oposição» e acusa os partidos da esquerda de terem «abandonado a bandeira da autonomia completamente à direita»
DIÁRIO - Todos os outros candidatos, ou o G5 como gosta de lhes chamar, garantem estar a bater-se por uma passagem à segunda volta. E a sua candidatura?
Garcia Pereira - Como é evidente, sou um candidato que não aspira, nas actuais circunstâncias, a ganhar as eleições.
DIÁRIO - Nem sequer chegar a uma segunda volta...
G.P. - Nem chegar a uma segunda volta. É uma questão de realismo e não estar aqui a fazer atentados à inteligência das pessoas. Agora, candidato-me porque tenho um projecto e um programa de ideias que acho serem importantes para a resolução da gravíssima crise em que o País se encontra. Sendo um candidato que não pertence a nenhum dos partidos da área do poder, nem está a ele ligado, não tenho limitações nenhumas. Por isso, sou o único que está em condições de colocar ao futuro Presidente da República - ou aos candidatos com possibilidade de serem eleitos - as questões que o povo português tem direito a conhecer antes de votar.
DIÁRIO - Tem também deixado a ideia de que se candidata porque a esquerda não encontrou um candidato comum?
G.P. - Perante o comboio em marcha da candidatura de Cavaco Silva, entendi que se deveria procurar suscitar à esquerda o aparecimento de uma candidatura democrática e patriótica. Disse até que podia ser um cidadão conservador...
DIÁRIO - Freitas do Amaral...
G.P. - Cheguei a falar no nome dele, mas podia ter referido outros. Mas esse, ainda por cima, manifestou a sua disponibilidade para assumir a tarefa. O PS, no entanto, encarregou-se de liquidar a hipótese de uma candidatura com esse carácter amplo - em condições, portanto, de vencer Cavaco Silva. Contudo, só isso não justificava o aparecimento da minha candidatura. DIÁRIO - Quais são as outras razões?
G.P. - O País vive uma situação de crise gravíssima que não cessa de se agravar. Ela tem responsáveis, o PS e o PSD, e eles têm rosto, Mário Soares e Cavaco Silva. Não havendo uma única ideia nova para fazer o País sair da crise e, ainda por cima, sendo os seus principais responsáveis impostos ao povo português como a única escolha possível - uma espécie de donos da República -, entendi avançar. Além disso, a estratégia de ultrapassagem da crise é na direcção exactamente oposta à que o PS e PSD seguem. Hoje somos um País que praticamente não tem capacidade produtiva própria. Temos uma economia muito fraca para uma moeda bastante forte, como é o euro. Somos um País que importa mais de 85% daquilo que consome, que não tem agricultura, pescas ou indústria. Tem apenas franjas do sector terciário, mas cujos centros de decisão estratégica estão todos em Espanha?
DIÁRIO - Não compete ao Presidente intervir a esse nível?
G.P. - O Presidente não governa, mas preside. Um País sem economia é um País em défice permanente e completamente dependente do estrangeiro; é um País cuja independência económica, logo também política, está claramente posta em causa. E o Presidente da República é o garante da independência nacional, da unidade do Estado, da liberdade e da democracia, e do respeito pelos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. Na minha opinião, precisamos de criar economia com base num plano de desenvolvimento estratégico nacional.
DIÁRIO - Não está a embrenhar-se demais na esfera governamental?
G.P. - Não se trata de fazer decretos e leis. Trata-se de saber se o País deve ou não discutir e se deve ou não ter uma estratégia de desenvolvimento. Aí o Presidente da República tem um papel insubstituível a desempenhar. Porque se não temos uma estratégia a nossa independência nacional vai pura e simplesmente às malvas. Como já sucede em larga medida.
DIÁRIO - Traça um quadro a partir da extrema-esquerda do espectro ideológico. Como é que consegue chegar a Freitas do Amaral, que está bem ao centro?
G.P. - Podia ser um Presidente conservador - prefiro utilizar esta expressão. Desde que fosse um democrata e um patriota. Uma pessoa capaz de tomar decisões, defender os interesses do seu País e os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. Basta-nos isso.
DIÁRIO - Desmotiva-o olhar para uma sondagem e ver zero por cento à frente do seu nome? G.P. - Não me desmotiva nada. A verdade é que tive zero por cento de divulgação e de cobertura mediática durante três meses. Hoje há uma viragem inequívoca. Até o próprio Professor Marcelo Rebelo de Sousa já veio ao seu programa dominical lamentar a discriminação de que eu tinha sido vítima. A excepção é a SIC, que está claramente a fazer a campanha de Cavaco Silva. DIÁRIO - Consegue repercutir essa maior atenção dos órgãos de informação no resultado que espera obter?
G.P. - É evidente que quando a comunicação social cobre uma acção de campanha ou tomada de posição dá a conhecer a candidatura. Tenho uma grande expectativa de que venha a obter, pelo menos, a percentagem e o número de votos que tive nas presidenciais de 2001: quase 1,6% e cerca de 70 mil votos.
DIÁRIO - Antevê, no seu manifesto, que Soares ou Cavaco será um desastre total para o País. Há um mal menor?
G.P. - Com eles não há a teoria do mal menor. Os dois principais responsáveis pela situação de crise do País não terão nunca o meu voto. Nem na primeira, nem na segunda volta. Rejeito a teoria oportunista do mal menor. É isso que tem eternizado no poder esta política de Bloco Central, com a destruição completa do País.
DIÁRIO - Vai manifestando, entretanto, alguma simpatia em relação a Alegre numa segunda volta...
G.P. - Não é verdade?
DIÁRIO - Diz dele o que diz de Soares e Cavaco?
G.P. - Não digo, mas é preciso ser preciso naquilo que dizemos. Não voto Cavaco, nem Soares. Quanto a qualquer outra hipótese, esperemos que ela se concretize. Não deixarei de dar uma indicação.
DIÁRIO - Apresentou-se na corrida a Belém denunciando a existência de uma ditadura substancial. Que significa?
G.P. - Quer dizer que temos uma democracia formal. Isto é, está consagrada abstractamente na lei toda uma panóplia de direitos e princípios que, depois, não funcionam na prática. O princípio da presunção de inocência, por exemplo, está hoje liquidado na nossa sociedade. Se estiver em causa, sobretudo, um adversário político ou uma figura pública, o que hoje vigora é o princípio pidesco da presunção de culpa. Na Justiça, e em particular na penal, batemos completamente no fundo. Temos uma Justiça penal que está completamente em roda livre, com um Ministério Público, que é um Estado dentro do Estado, a fazer o que quer. Não presta contas a ninguém... DIÁRIO - Alberto João Jardim também usa a expressão "um Estado dentro do Estado" e até subscreve o seu pensamento no diagnóstico que faz da Justiça. Como comenta esta sintonia? G.P. - Não me incomoda nada. Quando alguém exprime ideias que são justas, acho que uma pessoa de doutro quadrante pode apoiá-las. Fiz parte de um Conselho Geral da Ordem dos Advogados onde tinha muitos colegas com posições políticas completamente diferentes das minhas. O bastonário era António Pires de Lima. É um democrata, mas é claramente um homem conservador, católico, apostólico e romano, com o qual convergi fortemente na análise das questões da Justiça. Não vejo nada de surpreendente nisso.
DIÁRIO - Os conflitos do presidente do Governo Regional com a República são passíveis de intervenção presidencial? G.P. - São passíveis de uma intervenção presidencial, se e quando estiver em causa a unidade do Estado ou os direitos, liberdades e garantias das pessoas. Aí sim, os conflitos estão dentro das atribuições e competências do Presidente da República. Agora, o grande problema relativamente às regiões autónomas é que não temos ainda a autonomia ampla que deve existir. Sobre esta matéria há uma circunstância muito curiosa: os partidos que na Madeira se reclamam da esquerda têm uma posição completamente errada acerca da autonomia. E, enquanto a mantiverem, o PSD-M vai ganhar as próximas 326 eleições. Porque a oposição de esquerda tem um pecado original. É não ter compreendido ser correcto defender a mais ampla autonomia para as ilhas. Se não fosse a autonomia, a Madeira e os Açores continuavam hoje no cu de Judas, continuavam no fim do Mundo. A esquerda, designadamente na RAM, abandonou a bandeira da autonomia completamente à direita. Na Madeira, o que há é um défice de oposição. Sou adepto de uma ampla autonomia. Ela deve ser o mais ampla possível. Deve ir até apenas dois limites: Forças Armadas, que são únicas do País, e política externa. DIÁRIO - Mais uma vez coincide com Jardim...
G.P. - O problema não é se coincide. A questão é saber se está correcto ou não. Isso é que deve ser discutido e os partidos que se reclamam da esquerda têm uma posição profundamente reaccionária, achando que o correcto é negar a autonomia ampla. Sou do tempo da Junta Geral de Distrito. Sei o que era a dominação colonial e feudal sobre a Madeira, e dupla sobre o Porto Santo. Sei bem quão importante é a autonomia. Conheço bem as características próprias de uma região autónoma em que o mar - eu amo o mar, é uma grande sensação de liberdade - é também uma prisão. DIÁRIO - Com a autonomia existente presentemente, há alguma situação que justifique a dissolução do Parlamento regional?
G.P. - Por exemplo, se num caso qualquer o Tribunal proferir uma determinada sentença e o Governo, ou a autoridade administrativa da Região, se recusar a acatar essa decisão soberana - argumentando pura e simplesmente com um argumento de força. Aí estará posto em causa o regular funcionamento das instituições democráticas.
DIÁRIO - O Representante da República deve ser madeirense?
G.P. - Acho que deve ser uma pessoa que reúna dois requisitos: por um lado, que ame a Região Autónoma, tem de ter uma relação forte que pode não ser necessariamente a de naturalidade; e, por outro lado, que tenha uma correcta concepção do que é a autonomia. Porque se não, esse Representante será novamente uma espécie de comissário. E de comissários estamos nós fartos no País.


Cachecol vermelho Faz parte da indumentária de campanha. A regra é Garcia Pereira ir para a rua envergando o seu cachecol vermelho. Em caso de rara excepção, ou se a peça não estiver no seu lugar, a falta até pode motivar uma nota de reportagem. A cor não será obra do acaso. É a mesma das letras, e do ponto de exclamação, que dão corpo a um dos "slogans" da candidatura: «O Povo Vencerá!». A força política que o apoia também está muito associada ao uso da cor em causa: PCTP/MRPP - Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses/Movimento Revolucionário Português do Proletariado. Além disso, as temperaturas do País por estes dias fazem igualmente do cachecol vermelho uma companhia inseparável. A actividade política de Garcia Pereira remonta a 1972, quando aderiu à organização estudantil do MRPP. A passagem à estrutura "sénior" deu-se cerca de dois meses depois do 25 de Abril. Hoje em dia é a cara mais conhecida do PCTP/MRPP, cujo Comité Central integra desde 1982. A contribuir para o estatuto de figura pública estará as inúmeras eleições em que encabeçou as listas apresentadas pelo partido. Num ano, Garcia Pereira é o primeiro por Lisboa na corrida a um lugar à Assembleia da República; noutro, candidata-se a presidente da Câmara na capital; e, noutro ainda, como é o caso presente, mas agora na simples qualidade de cidadão, faz-se ao caminho que dá para o Palácio de Belém. O candidato presidencial ganha a vida como advogado. Uma profissão liberal que o impede, ao contrário dos outros concorrentes, de percorrer Portugal segundo um programa "lógico". Isto é, conforme acontece neste fim-de-semana, num dia está no Porto, 24 horas depois encontra-se no Algarve, numa agenda que segue posteriormente para a Madeira. Acções intercaladas com passagens obrigatórias por Lisboa. Garcia Pereira leva igualmente uma vida académica. É Professor Auxiliar Convidado do ISEG e, em módulos, dá ainda aulas no ISPA e na Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica. Nas férias, as raízes familiares levam o Patrão de Alto Mar ao Porto Santo.

Do Algarve...

Fonte: http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=634512&div_id=291
Garcia Pereira: má utilização de fundos degradou pescas
2006/01/14 14:34

«Se tivéssemos seguido uma política correcta, tínhamos aproveitado o processo de integração e os dinheiros que vieram», defende candidato presidencial

O candidato presidencial Garcia Pereir a atribuiu hoje a degradação da frota pesqueira portuguesa à má gestão dos fundos comunitários destinados ao sector pelos sucessivos governos PS e PSD.
O candidato apoiado pelo PCTP/MRPP falava hoje à agência Lusa em Castro Marim, após um encontro com produtores de sal daquela localidade, antecedido de um passeio de barco até à Ilha da Culatra, onde contactou pescadores.
"Os governos do PS e do PSD, cujos rostos principais são precisamente o Dr. Mário Soares e o Dr. Cavaco Silva, o que fizeram foi pegar no país pela arreata e levá-lo à União Europeia", disse, acusando os governos de falta de firmeza na defesa da Zona Económica Exclusiva (ZEE).
"Se tivéssemos seguido uma política correcta, tínhamos aproveitado o processo de integração e os dinheiros que vieram para apetrechar a nossa frota e assim gerar emprego e auto-suficiência alimentar, uma coisa que Portugal não tem", frisou.
Segundo o candidato, o que se fez foi "entregar" o sector aos apetites das frotas estrangeiras, nomeadamente aos espanhóis, conduzindo a uma situação que considerou "um completo saque das águas territoriais portuguesas".
"Os subsídios que podiam ter constituído um instrumento de modernização da nossa economia foram praticamente para tudo menos para aquilo que deviam ter ido", sublinhou, lamentando que ninguém queira fazer um apuramento de responsabilidades.
"Os dinheiros vieram e ninguém quer saber para onde foram, mas é fácil perceber: foram apropriados para os bolsos de uma pequena minoria", concluiu.
Garcia Pereira prossegue o dia de campanha no sotavento algarvio com um encontro com a Associação de Beneficiários do sistema de Rega do Sotavento do Algarve e a Associação dos Viticultores do Algarve (AVA).

Porque as opiniões dos cidadãos interessam...

Reportagem sobre o Bairro da Ameixoeira- Lisboa Novembro de 2005.UMA AMEIXOEIRA DEBAIXO DO TAPETE


Encontrar o Bairro da Ameixoeira não é fácil. Um pouco acima da calçada deCarriche um pouco abaixo do perímetro do aeroporto não muito distante doLumiar. De carro pode-se chegar lá em poucos minutos, partindo do CampoGrande, isto se não for hora de ponta.No entanto a própria denominação geográfica do lugar é equivoca. Assimcostuma acontecer nos territórios que ninguém quer ver. Mal arrumados emdenominações confusas a deixar antever teias de gentes e interesses com umacoisa em comum: a exclusão e o abandono. Charneca, Ameixoeira, Galinheirasou Musgueira. Os taxistas desconfiam mesmo de dia. E não vale a pena sequermencionar «Vale do Forno», que nem fica ali, mas é tabu que anda na boca demuita gente como adiante se verá.Fora dos períodos eleitorais ou de crise ninguém perde muito tempo com olugar. A cidade dita «civilizada» e os seus poderes esqueceram-se há muitodas pessoas que ali instalaram e amedrontados apenas espreitam e vigiam delonge.A última crise estalou há semanas. O medo de uma suposta epidemia dehepatite levou um grupo de pais a fechar com cadeado a Escola Básica Mariada Luz de Deus, a antiga 135 ou como a directora não gosta que se chame aEscola das Galinheiras. A policia retirou o cadeado mas quase metade dosalunos ficaram em casa.Os encarregados de educação atribuem a propagação da doença à escola o quefoi de imediato desmentido em entrevista à SIC pelo Delegado Regional deSaúde que elege a transmissão intra-familiar como a via de alastramento dadoença enquanto a directora da escola tenta desculpar-se do cadeadoafirmando que foi ela que chamou a policia.Ninguém todavia parece querer falar do óbvio. Da falta de condições dehigiene urbana, de estruturas sociais de apoio, da forma como se foiamontoando populações no processo de realojamento e se construiu um guettopara onde agora ninguém quer olhar.O Bairro da Ameixoeira é zonado, sem nomes nas ruas, ficam apenas letras adenominar blocos de prédios num espaço que é de ninguém. Entrar lá dentro édescobrir o óbvio. Falta quase tudo.ZONA 3Mesmo em frente a um bloco de prédios na Zona 3, lado a lado com um ATL euma Igreja que anuncia para o próximo fim de semana a presença do profetaValdemar Filho, está uma loja vazia com uma porta de vidros quebrada poronde se pode penetrar no interior. Lá dentro amontoam-se detritos à misturacom fezes e restos da loiça dos sanitários partidos. Quando chove a águaempoça ali. Conhecida a predilecção das crianças pela exploração de locaisassim, onde pode estar sempre escondido algum tesouro, não é muito difícilperceber como se propagou a doença.Ao longe os ciganos em pequenos grupos dispersos aquecem-se ao sol da manhã.A pouco e a pouco os moradores vão-se aproximando. Não é difícil chegar àfala com eles. Difícil é conter todo o género de queixas que inundam quemprocura saber. Natália (nome fictício) queixa-se da construção da sua casa.« As saudades que eu tenho da casa onde vivia antes». Logo nos primeirosmeses a canalização rebentou, levantou o soalho da casa e provocou umproblema de humidade que tão depressa não vai conseguir retirar das paredes.«Arranjaram mas levou tempo e pintar nem pensar. Só sabem aumentar a rendada ultima vez subiu 10 euros». Do lixo nem é bom falar.Gracinda explica «Varrem a rua mas para cá deste muro não entram». Umaestranha arquitectura colocou, talvez para disfarçar o declive, um muroentre a rua que fica mais alta e a entrada dos prédios. Ai nesse espaço queé público os serviços de limpeza não actuam.« Mas pior foi o que fizeram às garagens. A Gebalis (entidade gestora dobairro) fechou as entradas das garagens mas deixou abertas as comunicaçõespara o prédio. Não posso lá meter o carro mas tenho de gramar o cheiro quevem de lá». Descer as escadas, que desembocam no hall interior do prédio,por onde os moradores deviam com a maior das comodidades aceder a suas casassem passar pela rua é uma tarefa agora ingrata e perigosa. Sem luz e com aescadaria pejada de objectos de toda a natureza desde detritos de plástico arestos de mobiliário abandonado a tarefa revela-se quase impossível. E senão fossem os obstáculos a deter o mais aventureiro ou a escuridão, seria ocheiro que começa a tornar-se insuportável à medida que se aproxima a portada entrada interior da garagem. Um ambiente insalubre no interior do próprioprédio. «Sim já me queixei mas se foram eles que fizeram isto. A Gebalissabe bem o que lá deixou dentro» apressa-se a explicar Gracinda (nomefictício).«A culpa foi das pessoas que trouxeram para aqui». Quem o afirma é umamulher que esteve calada mas agora expressa um dos sentimentos maisespalhados em alguns sectores do bairro. Para estas pessoas os ciganosoriundos do Vale do Forno são a fonte de todos os males que assolam as suasvidas.A forma como os ciganos oriundos do Vale do Forno vieram parar ao bairro éum exemplo gritante do que não se deve fazer num processo de realojamento.Contra todos os pareceres técnicos que desaconselhavam a sua instalação alie contra a vontade dos próprios, a Câmara Municipal de Lisboa optou na suaarrogância autista pelo pior estratagema.Debaixo de ultimato e sob a ameaça de ficarem sem a casa que esperavam hátantos anos, dezenas de famílias saíram do Vale do Forno enfiadas emcamionetas pela Câmara Municipal de Lisboa e foram despejadas ali debaixo deuma chuva de pedras atiradas pelos moradores que já lá se encontravam. OCorpo de Intervenção da PSP foi chamado a intervir para manter a ordem. Noque respeita a boa vizinhança estamos conversados.Não admira que eles sejam olhados como o bode expiatório de tudo o que demal acontece no bairro. « O processo de realojamento foi todo ele malconduzido. Mas estes ciganos tiveram azar. É uma comunidade que tem servidode bola de ping pong para os poderes autárquicos da cidade. Das portas deBenfica passaram para a zona de Beirolas depois veio a Expo e atiraram comeles para o Vale do Forno agora despejaram-os aqui» afirma Joana (nomefictício) assistente social que trabalha no bairro e conhece os seusproblemas.Reconhece que existe dispersa pelo bairro alguma criminalidade mas recusa-sea embarcar no simplismo do bode expiatório. «Há de tudo aqui como em todo olado. O realojamento do bairro da Musgueira também foi feito aqui, hácomunidades de emigrantes que se foram instalando ao longo dos anos 90. Oproblema é o guetto que se criou». Perante a insistência sobre matérias maissensíveis apressa-se a responder «Há coisas que não vale a pena saber, que émelhor ignorar». O bairro aparece com frequência associado ao tráfico dearmas, droga e contrafacção.ZONA 4 E ZONA 6A zona 4 são duas fiadas de prédios postos frente a frente e separados ameio por uma estrada com duas vias. Há grupos de mulheres a conversar ecrianças a brincar na entrada dos prédios. As crianças dão um colorido e umavivacidade especial a esta parte do Bairro. Estão sempre prontas a ajudarquem chega a localizar vizinhos e amigos.São os prédios e as fachadas que chocam com os seus sinais de degradaçãovisíveis a partir do exterior. Uma janela sem estores com um halo negro emvolta num dos prédios do lado A é sinal de um incêndio recente. A porta deum elevador escancarada no rés do chão de outro prédio do lado B denúncia umelevador que há muito deixou de funcionar. Alguns apartamentos estão vaziose abandonados. A GEBALIS, empresa municipal responsável pela gestão dobairro, instalou neste sector um dos seus postos de atendimento mas pareceque ainda não reparou no que está mesmo ao lado.O acesso às habitações, faz-se por escadas largas, com janelas amplasrasgadas para as traseiras, a deixar entrar a luz do dia. Em algumas osmoradores colocaram vasos onde já crescem flores. Um ambiente que contrastacom o que se pode ver quando se olha para as traseiras dos prédios onde seacumula lixo de toda a espécie. Quem inventou o termo «limpezas de fachada»e acusa a Câmara de Lisboa de seguir esta política deve ter-se certamenteinspirado aqui. A normal recolha do lixo e limpeza urbana só é feita naparte da frente dos prédios, visível a quem passa. O outro lado fica aoabandono e entregue mesmo às moscas.A zona 6 está um pouco mais acima na encosta e é em tudo semelhante à zona4. No que respeita a espaços exteriores abandonadas talvez seja um poucopior. As obras em curso de construção de uma estrada do Eixo Norte-Suldeixam resvalar terra para as traseiras dos prédios. Existe também um velhopoço abandonado que alguém mandou tapar à pressa quando se começou a falarem hepatites. Mas a limpeza do lixo abundante e do entulho essa ficou porfazer. Talvez depois de concluída a estrada que emparedou estes prédios evai ficar acima do nível dos telhados.Estas duas zonas são habitadas maioritáriamente por ciganos. Isaura umajovem adolescente explica «Nós vivemos da venda. Eu fico par aqui com ascrianças enquanto os meus pais andam na venda». Não sabe ler nem escrevermuito embora tenha passado alguns anos na escola pública. Inteligente como épercebe, com alguma mágoa, que algo falhou na relação dela com a escola.Nas vidas dos que moram no Bairro da Ameixoeira seja qual for a zona,origem, raça ou etnia sempre falham muitas coisas. Falha a saúde que sótardiamente reconheceu a existência de vários casos de hepatite, falha aeducação que continua a reproduzir o insucesso escolar, falham as políticasde inserção social e de realojamento, falham a higiene e o urbanismo. Falhamas vidas e nasce a exclusão.Não querer perceber isto é perpetuar o ciclo da exclusão. Mesmo que já nãoexistam barracas e os pobres morem agora em casas de bairros sociais. Comoeste.
André Ruas andreruas@operamail.comNovembro de 2005.

Ecos da Acção de Campanha no Porto


Fonte: http://jn.sapo.pt/2006/01/14/politica/garcia_pereira_aplaude_projecto_casa.html


Garcia Pereira aplaude projecto da Casa da Músicaporto Candidato defende que dispersar as pessoas não é a solução para o Bairro do Aleixo

Com uma acção de campanha discreta sustentada por um dia de chuva, Garcia Pereira decidiu, ontem, no Porto, misturar cultura e carências sociais. De manhã, visitou a Casa da Música; à tarde tomou conhecimento da realidade do Bairro do Aleixo e da Urbanização de Vila d'Este, em Gaia."O papel de um candidato à Presidência da República não é o de promover um mero circo eleitoral", afirmou para justificar as suas escolhas. "Optei por visitar bairros carenciados no mesmo dia em que quis também dar relevo às questões da cultura. Por um lado, porque o país não pode continuar a ser o Portugal dos pequeninos em matéria cultural. Sempre defendi a Casa da Música. O Porto e o Norte há muito tempo que precisavam de um pólo de dinamização cultural. Por outro lado", acrescentou, referindo-se aos bairros, "quis vir a sítios onde os outros candidatos não ousaram vir". E depois rectificou "Mário Soares esteve aqui, mas não abordou a toxicodependência e a exclusão social."Foi, justamente, no Aleixo, com uma visita guiada por Rosa do Aleixo, presidente da Associação de Moradores, que o candidato constatou o quotidiano de quem, em condições precárias, vive e convive com a dependência da droga. Enquanto ouvia queixas e observava a Torre 1 - a pior das cinco torres que alojam cerca de 1500 pessoas -, alguém despejou, sobre a comitiva, um balde de água. Garcia Pereira reagiria mais tarde "Aqui, parece que quanto pior melhor para quem precisa justificar a implosão do bairro e beneficiar os empreendimentos imobiliários". E continuou: "É preciso ter coragem para resolver o problema da toxicodependência a montante e não a jusante. Isto passa por assegurar um recenseamento voluntário e não imposto aos toxicodependentes e promover um acompanhamento médico. O negócio da droga que aqui se verifica só pode ser combatido se for assegurado o fornecimento gratuito da dose a quem dela precisa. Dispersar as pessoas e não reprimir o tráfico é uma barbaridade. Não só não resolve o problema como serve para alimentar o negócio."Na Urbanização de Vila d'Este, onde residem quase 20 mil pessoas, António Garcia Pereira encontrou um cenário menos agreste. Recebido na Associação de Moradores, primeiro; e na Associação de Proprietários, depois, onde ficou a conhecer inúmeros projectos dedicados à ocupação dos jovens, o candidato constatou o que disse ser "um exemplo do que é a cidadania viva, um exemplo de como é possível, com pouco dinheiro, fazer grandes obras".

AGENDA 07h Olhão porto de pesca11h Castro Marim Sapal 12h Frusoal: almoço15h Encontro com Associação de Beneficiários do Sistema de Rega do Sotavento18h Encontro com presidente da Associação de Municípios do Algarve

Outras reacções à entrevista na RTP 1

Podem ser lidas aqui...
http://congeminacoes.weblog.com.pt/#

Jantar da candidatura...

No dia 19 de Janeiro vai ocorrer o jantar de encerramento da candidatura no restaurante da Fil, no Parque das Nações, às 20h00.
Inscrições para o n.º 21 8479200 ou 21 358 23 85.
Aparece!

E hoje, dia 14... ALGARVE!

Fonte:
http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=3940&tnid=1
Política
Campanha de Garcia Pereira este sábado no Algarve

d.r. Ver Fotos »
Garcia Pereira
Garcia Pereira desloca-se sábado, dia 14 de Janeiro, ao Sotavento algarvio, no âmbito da campanha para Presidente da República
Sob o lema «A Coragem de Mudar de Rumo», Garcia Pereira chega ao Algarve, mais concretamente ao porto de pesca de Olhão às 7h15 da manhã deste sábado, para contactos com os pescadores, podendo, inclusive, fazer uma saída para o mar a bordo de uma embarcação. Por volta das 11 horas, está prevista a sua chegada ao Sapal de Castro Marim e às 12 horas uma visita em Cacela, à sede da Frusoal. O almoço entre apoiantes e militantes tem lugar em Tavira, mais concretamente em Santa Luzia, outra comunidade de pescadores.Na parte da tarde, Garcia Pereira tem um encontro, a partir das 15 horas, com a Associação de Beneficiários do Sistema de Rega do Sotavento do Algarve e com a Associação de Viticultores do Algarve.A visita do candidato presidencial, que conta com o apoio do PCTP-MRRP, termina com uma reunião nos Paços do Concelho de Tavira com Macário Correia, na condição de presidente da Junta Metropolitana do Algarve.Garcia Pereira recebeu o apoio de cerca de 250 algarvios aquando da formalização da sua candidatura junto do Tribunal e é um dos seis candidatos que se apresenta a sufrágio no próximo dia 22 de Janeiro.
13 de Janeiro de 2006 15:10barlavento

A caminho do bairro...



O candidato na volta pelo bairo, acompanhado da população.

Fotos da ida ao Bairro das Amendoeiras em Chelas...



Garcia Pereira deslocou-se ao que é apelidado como um dos bairros problemáticos da cidade de Lisboa, onde teve oportunidade de se inteirar dos problemas (em particular o isolamento e o ostracismo as que os residentes são votados).

Lembre-se que, também aqui, Garcia Pereira foi o único candidato a entrar no bairro e a falar directamente com as pessoas, já que outros se limitaram a passar ao largo.

A visita no Porto

Não só isto, não foi principalmente isto, mas enfim... A verdade é que também aqui tinha razão.

Fonte: http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=634104&div_id=291

Presidenciais: incidente no Porto irrita Garcia Pereira

2006/01/13 14:21

Candidato foi impedido, no metro da cidade, de distribuir folhetos e os jornalistas de tirar fotografias ou fazer gravações

O candidato presidencial António Garcia Pereira exaltou-se hoje, numa acção de campanha no Porto, quando um segurança do metro tentou impedir o trabalho dos jornalistas e a distribuição de folhetos da sua can didatura.
Tudo aconteceu pouco depois de Garcia Pereira entrar na estação do metro de S. Bento, quando um elemento da empresa que faz a segurança ao metro o abordou para impedir a sua candidatura de distribuir folhetos naquele espaço público.
O mesmo segurança, alegando o regulamento interno, frisou ser ilegal tal acto, bem como tirar fotografias e fazer gravações, por parte dos jornalistas, naquela estação.
O candidato, apoiado pelo MRPP, revoltou-se contra a situação, afirmando que «a Constituição está acima de qualquer regulamento interno» e que faz sempre propaganda em todos os locais de natureza pública.
«Quero lá saber do regulamento interno, porque estas normas são sempre filhas de pai incógnito», desabafou.
Mas o «incidente» repetiu-se, já numa outra estação do metro, desta feita na Trindade, quando o candidato foi seguido por um outro segurança, que utilizou os mesmos argumentos e disse ser necessária uma credenciação prévia para os jornalistas.
Garcia Pereira, visivelmente irritado, dirigiu-se ao segurança e não perdeu tempo, tendo dito: «isto é um espaço público, os jornalistas fazem o seu trabalho, é nas ditaduras que se tem que pedir autorização prévia para os jornalistas exercerem a sua actividade».
«Anda-me a seguir... de PIDE estou eu farto», exclamou, sem contudo, conseguir que o segurança fosse embora.
«Não lhe admito que me ande a seguir, já lhe disse que estou farto de PIDE», reafirmou, acusando o homem de estar a ter uma «actuação ilegal» e avisando-o que se persistisse teria que «suportar a consequência dos seus actos».
Virando costas ao segurança, Garcia Pereira deu por terminado o inicidente.
«Acabou o incidente. Não admito que mande como se fosse um PIDE. Ninguém mais dirige a palavra a este senhor, acabou a conversa», concluiu.
Após sair na estação Casa da Música, Garcia Pereira disse aos jornalistas que a sua candidatura tinha informado a Metro do Porto da sua visita e que convidou a administração da empresa a participar na acção de campanha.
Garcia Pereira iniciou o dia em Vila Nova de Gaia, onde entrou no metro para se dirigir ao Porto, seguindo para o bairro da Tapada, nas Fontaínhas, onde cerca de 30 famílias habitam em casas exíguas e sem condições consideradas básicas.
Na Tapada, Garcia Pereira incitou uma moradora a exigir à Câmara do Porto que tome posse administrativa da sua habitação, uma vez que a senhoria não faz obras.
Seguiu-se uma visita à Casa da Música, onde o aguardava o médico legista José Pinto da Costa, ex-director do Instituto de Medicina Legal do Porto, que manifestou apoio a Garcia Pereira por ser um homem extremamente inteligente, conhecedor dos problemas do país, um exemplo de transparência cristalina e o mais anti-corrupção possível».
«Garcia Pereira é a expressão actual da liberdade. Tem apostado e aposta nas pessoas descontentes, sobretudo homens e mulheres que não vão votar porque não acreditam em nada, estão descontentes com as promessas não cumpridas», afirmou o médico.

E depois da entrevista ... a comprovação do acerto das opiniões de Garcia Pereira

Fonte: http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=634025&div_id=291
Garcia Pereira exige demissão imediata do PGR
#dir2 {margin-left:10px; border-bottom:1px solid #CCC}
2006/01/13 12:25

«Considero estes acontecimentos um verdadeiro golpe de Estado», afirmou o candidato apoiado pelo MRPP

O candidato presidencial António Garcia Pereira exigiu hoje a demissão imediata do Procurador-Geral da República, José Souto Moura, bem como de todos os responsáveis da Procuradoria-Geral.
O jornal 24Horas publicou hoje em manchete que os telefones de casa do Presidente da República, do primeiro-ministro e de muitos outros altos responsáveis de órgãos de soberania do Estado foram analisadas durante ano e meio pelo Ministério Público, no âmbito do processo Casa Pia.
"Considero estes acontecimentos um verdadeiro golpe de Estado", afirmou o candidato apoiado pelo MRPP aos jornalistas, à margem de uma acção de campanha hoje no Porto.
Perante um assunto com "esta gravidade" Jorge Sampaio deve "demitir imediatamente" Souto Moura, frisou Garcia Pereira, defendendo que esta é "uma exigência democrática básica".
O candidato presidencial defendeu ainda que a investigação deste caso seja entregue a uma comissão independente, que garanta "uma investigação à forma como tudo isto foi feito e que seja levada até ao fim".
Para Garcia Pereira, o presidente da República deveria ter demitido "há muito" Souto Moura e Jorge Sampaio "mais uma vez acordou tarde".
O presidente da República recebeu hoje Souto Mora numa audiência no Palácio de Belém a pedido do Chefe de Estado.
A Procuradoria-Geral da República já anunciou que abriu um inquérito para apurar a veracidade da notícia divulgada.

Reacções à entrevista da RTP1 com Judite de Sousa

Fonte: http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?div_id=291&pagina=1&ler_comentario=1&id=633603

Garcia Pereira: Soares «carrega cadáver do Governo»
#dir2 {margin-left:10px; border-bottom:1px solid #CCC}
2006/01/12 14:31

«O doutor Mário Soares tem a máxima responsabilidade ao impor-se com uma candidatura que o povo português teria de engolir pela garganta abaixo», acusa candidato

O candidato presidencial Garcia Pereira disse hoje que o povo português está a mostrar que não quer "engolir" a candidatura de Mário Soares porque esta "carrega o cadáver do Governo às costas".
Garcia Pereira, que falava na primeira acção de rua da sua campanha, no bairro das Amendoeiras (ex-zona I de Chelas), em Lisboa, comentava os resultados da última sondagem que coloca o candidato apoiado pelo PS a mais de 45 pontos percentuais de Cavaco Silva e aponta para um aumento das intenções de voto na sua candidatura.
Hoje a sondagem diária da Marktest para o DN e TSF revela que Garcia Pereira duplicou as intenções de voto ao obter 0,4 por cento contra 0,2 por cento última da sondagem publicada quarta-feira.
"O doutor Mário Soares tem a máxima responsabilidade ao impor-se com uma candidatura que o povo português teria de engolir pela garganta abaixo", disse.
Contudo, acrescenta Garcia Pereira, "o povo português está a mostrar que não quer engolir essa candidatura porque o doutor Mário Soares carrega um cadáver as costas, que é o cadáver do Governo".
"Ainda ontem persistiu em querer continuar a carregar esse cadáver e isso liquidou-lhe a candidatura, como aliás eu sempre disse", acrescentou o candidato apoiado pelo PCTP-MRPP referindo-se ao apoio de ministros socialistas dado a Soares durante os comícios.
Relativamente às sondagens, Garcia Pereira considera normal que tenha duplicado as intenções de voto depois "da comunicação social ter alterado o comportamento" e de as pessoas terem começado a conhecer as suas posições.
Garcia Pereira é o candidato presidencial que, até ao momento, apresentou mais queixas na Comissão Nacional de Eleições, contra o tratamento dado pela Comunicação Social à sua candidatura.
Questionado pelos jornalistas sobre as afirmações do ex-líder do PSD Santana Lopes de que a eleição de Cavaco Silva poderia criar instabilidade no país, Garcia Pereira respondeu que todos os políticos que apresentam um programa e não o cumprem são factores de instabilidade.
"Um Presidente da República que tolera um golpe desses e o mantém é que é um factor de instabilidade política chame-se ele Cavaco Silva ou Mário Soares", disse.


E parte dos comentários...
tojas
2006-01-12 16:44
Ora aqui está um comentário que devia ser notícia de abertura dos telés.E agora os outros o que é que pensam disto. Força Garcia. Dá-lhes no toutiço que a gente que anda aqui na rua todos os dias sabemos que tu é que tens razão. A malta é nova, mas já pensa e começa a ver quem afinal é que são os aldrabões.
Boa! Garcia Pereira.
Helena Isabel
2006-01-12 15:22
Garcia Pereira, acertou na "mouche".Até o termo "cadáver" está bem empregue

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Do Blog de Constança Cunha e Sá

Sexta-feira, Janeiro 06, 2006

A santa igualdade
Pelo que tenho lido, por aí, os candidatos da “sociedade civil” (como chegaram a ser chamados!) estão na origem de um movimento de opinião que, entre outras coisas, exige o acompanhamento jornalístico das suas campanhas. Contra o monopólio dos partidos. E a bem da renovação da política. Como não podia deixar de ser!
Confesso que nada me move contra as ambições presidenciais da senhora Manuela Magno ou do senhor José Maria Martins (muito pouco citado, aliás, por esses defensores da cidadania). Se tanto um como outro (ou como todos os outros) decidiram, num momento de maior entusiasmo, que o seu próximo passo, na vida, seria instalar-se em Belém, estão no pleníssimo direito de comunicar essa sua louvável decisão ao país. À partida, não tenho nada a opor. Mas recuso-me, em nome da sagrada igualdade, a pôr tudo no mesmo saco: a candidatura de Cavaco Silva, a de Manuel Alegre, a de Mário Soares ou até a de Jerónimo de Sousa e a de Francisco Louça e as candidaturas “alternativas” que supostamente surgiram na chamada sociedade civil. Nem sequer perderia muito tempo a justificar esta distinção (que me parece apenas uma evidência) se na base deste discurso igualitário não estivesse exactamente isso: um igualitarismo cego que, em nome do direito à diferença, acaba por negar toda e qualquer diferença.
A ideia de que a igualdade de direitos implica necessariamente uma igualdade total é um preconceito recente, devidamente expandido, que impõe um modelo único à diversidade humana. A mesma sociedade que tanto preza a diferença é, simultaneamente, a que mais promove um “colectivismo”, politicamente correcto, onde a mais pequena diferença é vista como uma discriminação. É por isso que, segundo a cartilha oficial, o homem é igual à mulher, o homossexual é igual ao heterossexual…e a importância da candidatura da senhora Magno é igual à de Cavaco Silva.ccs
posted by ccs at 7:01 PM

25 Comments:
zazie said...
por acaso penso que o exagero não é de aparecerem agora estas candidaturas "civis" é de não estarmos habituados a elas. Em Inglaterra são às centenas, até palhaços e partido das vacas. Nas últimas eleições, enquanto os comentadores falavam dos resultados, a televisão foi dandos os resultados e mostrando candidato a candidato. E às tantas apareceu a mulher vestida de vaca mesmo lado a lado com um político partido liberal ":O)))isto é que é ser-se descomplexado, não é a ideia de todos se julgarem igualmente excelentíssimas e majestáticas vedetas
8:07 PM
RS said...
Cara CCS,Inteiramente de acordo quanto à questão da "igualdade". Sinceramente, acho que foi tanta igualdade junta que transformou o sonho de Abril neste pesadelo, mas a questão é, tão só, que a maior parte dos portugueses não faz ideia se Manuela Magno andava por aí a apelar ao voto vestida de coelhinha ou se José Maria Martins teria algo mais interessante a propor que Mário Soares (embora este último exemplo não seja muito feliz, mas adiante).O que quero dizer com isto é que, ao menos, deveria ser exposta a candidatura com o mesmo ênfase, pelo menos na fase inicial.Assim, quando apenas surgissem quatro ou cinco candidatos de entre os quinhentos concorrentes, já todos saberíamos que faltavam os "palhaços".O sistema está desenhado de tal forma que, séria ou palerma, pertinente ou despropositada, qualquer candidatura que não seja "aparelhada" devidamente não só é excluída dos media logo à partida como é completamente ignorada(umas linhas num rodapé de uma página de jornal ou numa "lagartixa" de telejornal é completamente).Que se escreva na lei que só determinadas pessoas podem concorrer. Ao menos seria claro, legal e correcto. Para além de fascizóide, naturalmente.Um abraço,RS
8:23 PM
António P. Castro said...
Podias bem ter evitado a referência ao defensor do pedófilo Bibi. É que o Martins nem sequer conseguiu o mínimo de assinaturas para chegar ao TC. Limitou-se a encenar uma acção de propaganda que o bom senso manda ignorar.
9:01 PM
Anonymous said...
Bem-vinda à blogosfera!Nuno MAhttp://www.arte-de-opinar.blogspot.com/
9:31 PM
Nancy Brown said...
Sinceramente penso que esta "igualdade" aparente é um preconceito vindo do pós 25 de Abril. A sociedade portuguesa foi inundada de preconceitos que se reflectem nas mais variadas áreas: a educação, a justiça, a saúde. Essa falsa igualdade, transforma uma classe de aula, por exemplo, num colectivo de intelectos iguais, quando todos sabemos da diferença educacional, social, etc das crianças/adolescentes. Esta mania de falsa integraçao/igualdade, é nada mais que uma concepção preconceituosa dos individuos numa sociedade. Até nos libertarmos disto... quantas gerações irão sofrer os defeitos do sistema?
10:00 PM
ccs said...
Caro rso problema não está nas candidaturas "aparelhadas" - mas no fato de uma candidatura à PR exigir um curriculum, uma história, um passado. Partidário ou não. Maria de Lurdes Pintalsigo, por exemplo, não pertencia a nenhum partido. mas a sua candidatura teve acompanhamento jornalístico. para além de que se se aceita a igualdade de todas as candidaturas, deixa de ser possível decidir depois quais é que fazem sentido e quais é que não passam de palhaçadas. Obrigada
10:22 PM
RS said...
Point taken.E obrigado eu.RS
11:35 PM
Spin Doc said...
BEM BOLADO
11:46 PM
António Viriato said...
Cuidado com esses sacrossantos critérios jornalísticos, porque com eles também ignoraram o candidato Garcia Pereira, que pode ser politicamente utópico, mas sabe muito bem o que diz e diz coisas muito pertinentes, sobretudo, sobre temas da Justiça e do Direito do Trabalho. Custaria assim tanto ouvi-lo ? A Democracia não sai dignificada com esta consensual exclusão de tão aguerrido candidato. Dir-se-ia que o temem... E porquê ?
12:25 AM
Miguel Duarte said...
Cara CCS,Embora compreendendo em boa parte os seus argumentos, acha sinceramente que pôde (a CCS ou qualquer outra pessoa) avaliar e comparar "...curriculum, uma história, um passado..." de todos os candidatos? E tendo em conta o pressuposto constitucional da independência partidária do PR, não lhe parece estranho o contexto das candidaturas que têm cobertura mediática (e por favor que ninguém refira Alegre como independente...)?O que me incomoda e perturba, é que a reacção da comunicação social não é mais do que um reflexo dos automatismos e vícios da nossa sociedade. Não é culpada mas alinha na festa. A festa de um poder político/económico com agenda própria, alheada dos interesses dos Portugueses e de Portugal e animada com o seu "business as usual". Mas suspeito que não concorde comigo.P. S. 1- apoiei a Srª. Magno.P. S. 2- parabéns por este cantinho...
1:00 AM
Carlos Azevedo said...
Uma candidatura à PR não exige um curriculum, uma história e um passado. Exige apenas que se tratem de cidadãos eleitores, portugueses de origem, maiores de 35 anos e que as candidaturas sejam propostas por um mínimo de 7500 e um máximo de 15000 cidadãos eleitores (artigos 122.º e 124.º, n.º 1 da CRP). Além de que a Constança Cunha e Sá não pode afirmar que os outros candidatos não têm um curriculum, um passado e uma história; simplesmente, não são públicos. O resto são critérios jornalísticos. Que "share" teriam as televisões com a emissão de uma entrevista a Manuela Magno?
1:05 AM
ccs said...
Caro Miguel DuarteSuspeita bem o que não quer dizer que não compreenda alguns dos seus argumentos. A comparação de currículos e de passados serve apenas para registar a ausência dos mesmos, em determinados casos. A ausência, no espaço público e não no espaço privado, que essa, sim, não tenho que avaliar. registo, no entanto que o que me parecia uma evidência, por vezes, não é assim tão evidente. Muito obrigada pelas suas palavras finais.
1:17 AM
ccs said...
Caro António VitorinoO caso de Garcia Pereira é, de facto, um caso à parte. Por isso não o referi no meu post.
1:22 AM
António Viriato said...
Cara CCS,O caso de Garcia Pereira será um caso à parte, mas não deixa de ser uma discriminação assaz desonrosa para os pergaminhos da nossa mui estimada Democracia.Afinal, o período oficial de campanha vai agora começar e o homem nem pode participar em debates que entretanto

Ora aí está uma boa pergunta...

Fonte: http://officelounging.blogspot.com/2006/01/solidariedade-nas-presidenciais.html
Solidariedade nas Presidenciais
Ontem fiquei surpreendido com a solidariedade do Dr. Mário Soares para com Garcia Pereira. Finalmente o Dr. Soares numa campanha solidária, à boa maneira socialista.Mas depois vieram as dúvidas, se o Dr. Mário Soares está tão preocupado com a desigualdade para com Garcia Pereira, por este não ter ido aos debates, então porque aceitou fazer debates antes de se saber quais as candidaturas que seriam aceites?E porque ficou irritado, quando na sua entrada para a SIC, num dos debates, estavam lá apoiantes de garcia Pereira a protestarem? Afinal tinham razão.
Escrita de JCCA às 9:53 AM
postCount('113636905499912875');
Comentem!

Mas, acrescentamos nós, a verdade é que Garcia Pereira tinha razão!

E mais outra...

Fonte:http://briteiros.blogspot.com/


Qualquer pessoa com um pingo de bom senso concordará com as declarações de Garcia Pereira. A trapalhada da Iberdrola, na qual o PS não só não fez o trabalho de casa legislativo como abriu as portas à invasão espanhola, pela mão do seu deputado e ex-ministro, digno legatário de Miguel de Vasconcelos, aconteceu no momento mais inoportuno: Cavaco Silva não esperava melhor oferta de votos e aproveitou-a da melhor maneira. Ao solidarizar-se com a intervenção do presidente Sampaio, o candidato da direita mostrou aos portugueses, graças à irresponsabilidade do governo, de que lado estão os geradores de conflitos de interesses e os defensores dos centros de decisão nacional, em domínios tão estratégicos como o da energia. Quando se fala tanto na moralização das várias camadas da sociedade portuguesa, é no mínimo desconfortável a acumulação de incompatibilidades de um ex-ministro e actual deputado da maioria, que é igualmente presidente executivo da empresa estrangeira com quem negociou enquanto ministro.P.S.: Também estou de acordo com Garcia Pereira quando diz que Freitas do Amaral teria sido o candidato ideal do PS de Sócrates.

Não somos nós que o dizemos...

Fonte: http://opiolhodasolum.blogspot.com/2005/12/soares-queixa-se-das-notcias.html

29 Dezembro 2005
Soares queixa-se das notícias
Tal como Manuel Alegre, também Mário Soares se queixou ontem da forma como a sua candidatura está a ser tratada pelos media. "Evidentemente não sou o favorito da comunicação social", afirmou o candidato apoiado pelo PS, durante o lançamento do livro "Mário Soares - O que falta dizer". O ex-Presidente não apontou o dedo aos jornalistas, mas a "forças superiores a isso, que fazem com que as minhas fotos sejam com o dedo no nariz, ou de costas", e que mostram na televisão "as únicas três cadeiras vazias da sala". "Pequenos truques que a gente sabe que existe", disse Soares, que questionou se a existência de grandes grupos de comunicação social "será pluralismo ou unanimismo disfarçado".
Fonte: Diário de Notícias
# posted by Manuel da Gaita @ 12/29/2005
Comments:
O Garcia Pereira tem toda a razão. Agora que já entregou as assinaturas a sua candidatura continua a ser completamente ignorada pela comunicação social, que presta sempre um grande serviço à democracia. Os outros candidatos, a começar pelos que aqui se dizem discrimnados, nem sequer abrem a boca sempre
# posted by Anonymous : Quinta-feira, Dezembro 29, 2005 10:19:52 AM
Hipócritas !Como um (o homem-estátua) se queixou, o outro tem logo de vir atrás queixar-se, para não ficar na mó de baixo.Eles que pensem mas é no Garcia Pereira, completamente marginalizado.Que políticos.Que televisão.Que eleições.Que democracia.Que país.Que carago.Zé


Fonte: http://semiramis.weblog.com.pt/arquivo/2006/01/comecou_a_campa.html

A SIC recusa-se terminantemente a dar qualquer notícia da campanha de Garcia Pereira, em violação da Constituição, da Lei Eleitoral e das instruções expressas da CNE. A suprema arrogância de um orgão de comunicação social que se julga acima das leis devia ser punida da única forma eficaz: com o cancelamento da sua licença de emissão de televisão. A seguir às eleições proponho-me estimular junto do Dr. Garcia Pereira o lançamento de uma petição ou de uma proposta de legislação de iniciativa popular, que vá nesse sentido. Esta oligarquia está a precisar de umas boas bengaladas...
Publicado por: Albatroz às janeiro 10, 2006 09:12 AM

Ainda do Irreal tv - E palavras para quê...

Fonte: http://irrealtv.blogspot.com/

FRC at 11:22

Soares e Cavaco: 'não' a debates na Rádio...
DD/DN: "Os directores de informação das rádios TSF, Renascença e Antena 1 criticaram o «desinteresse» de Cavaco Silva e Mário Soares no convite para a realização de 10 debates radiofónicos."
posted by FRC at 11:21
10.1.06

A AACS e a discriminação da pré-campanha para a Presidência da República
Comunicado muito 'soft' da AACS, de 4 de Janeiro de 2006, sobre a cobertura da pré-campanha para a Presidência da República: "Tendo verificado que, concluído o processo de oficialização das candidaturas a Presidente da República se regista uma manifesta discriminação retrospectiva da cobertura dada aos diferentes projectos eleitorais em presença, a Alta Autoridade para a Comunicação Social entendeu dever chamar a atenção dos operadores de televisão para a necessidade de criarem condições que permitam ao candidato António Garcia Pereira expor, de forma mais detalhada, o seu projecto eleitoral, e para a conveniência em adequar a informação eleitoral, na presente fase, ao desiderato de cobertura equilibrada das candidaturas presidenciais." Nem coima, nem sanção específica, apenas uma leve advertência perante factos graves. É por essas e por outras...

FRC at 11:22

Soares e Cavaco: 'não' a debates na Rádio...
DD/DN: "Os directores de informação das rádios TSF, Renascença e Antena 1 criticaram o «desinteresse» de Cavaco Silva e Mário Soares no convite para a realização de 10 debates radiofónicos."
posted by FRC at 11:21
10.1.06

A AACS e a discriminação da pré-campanha para a Presidência da República
Comunicado muito 'soft' da AACS, de 4 de Janeiro de 2006, sobre a cobertura da pré-campanha para a Presidência da República: "Tendo verificado que, concluído o processo de oficialização das candidaturas a Presidente da República se regista uma manifesta discriminação retrospectiva da cobertura dada aos diferentes projectos eleitorais em presença, a Alta Autoridade para a Comunicação Social entendeu dever chamar a atenção dos operadores de televisão para a necessidade de criarem condições que permitam ao candidato António Garcia Pereira expor, de forma mais detalhada, o seu projecto eleitoral, e para a conveniência em adequar a informação eleitoral, na presente fase, ao desiderato de cobertura equilibrada das candidaturas presidenciais." Nem coima, nem sanção específica, apenas uma leve advertência perante factos graves. É por essas e por outras...

Do Blogue Irreal Tv

Fonte: http://irrealtv.blogspot.com/
O Acordo discriminador (para memória futura)
Acordo a que chegaram as televisões RTP, SIC e TVI e as candidaturas Alegre, Cavaco, Jerónimo, Louçã e Soares quanto aos debates televisivos de Pré-Campanha das Eleições Presidenciais 2006 (de 2005-11-25)1- Em cada debate participam 2 candidatos e, no conjunto, é dada igualdade de tratamento a todos os candidatos (num total de 10 debates);2- A distribuição dos vários debates pelas 3 televisões generalistas é da responsabilidade dos respectivos directores de informação;3- Compete aos mesmos a calendarização dos debates, de acordo com critérios jornalísticos e de programação, e atendendo às posições assumidas pelas candidaturas;4- Os debates duram 60 minutos úteis em duas partes com intervalo;5- O início das transmissões ocorre entre as 20H30 e as 20H45 dos dias agendados;6- Não serão programados comentários nos intervalos;7- A televisão que realiza um dado debate cede o sinal e os seus direitos gratuitos para eventual retransmissão em directo de rádios e canais internacionais e diferida das outras televisões;8- Os direitos, com excepção da utilização da imagem dos jornalistas entrevistadores, são igualmente cedidos e nas mesmas condições às candidaturas. As televisões disponibilizam gravações em Betacam SP para todas as candidaturas no dia seguinte a cada debate;9- O modelo é idêntico em todos os debates, independentemente da televisão que os realiza;10- Em cada debate intervêm 2 jornalistas e a eles é dada a condução das duplas entrevistas;11- Compete às televisões a escolha dos jornalistas sendo interditas sugestões por parte das candidaturas. Em princípio, os entrevistadores são: RTP – Judite Sousa e José Alberto Carvalho; SIC – Ricardo Costa e Rodrigo Guedes Carvalho; TVI – Constança Cunha Sá e Miguel Sousa Tavares;12- Os candidatos são colocados de frente para os jornalistas e a uma distância razoável entre eles e em mesas autónomas;13- As perguntas são feitas pelos jornalistas;14- Compete aos jornalistas a selecção dos temas de cada debate, naturalmente relacionados com as eleições presidenciais;15- Os jornalistas abstêm-se de fazer comentários ou apartes;16- Os candidatos apenas podem ser interrompidos pelos jornalistas, sem prejuízo do direito a uma réplica da parte do candidato oponente no debate;17- É feita uma distribuição de tempos para que, em cada uma das 2 partes, seja atribuído um tempo semelhante a cada candidato. Se tal for tecnicamente possível, as televisões disponibilizam nas mesas dos candidatos 2 relógios com os tempos;18- A gestão do tempo é feita pelos jornalistas segundo o princípio de igualdade de oportunidades para cada candidato;19- É acordado previamente o candidato a quem é feita a primeira pergunta (ponto 26), assim como a disposição dos candidatos em estúdio (ponto 27);20- Na 2ª parte a primeira pergunta será feita ao outro candidato;21- No final do debate, é dada a possibilidade a cada candidato de fazer uma intervenção de fecho, no máximo de 1 minuto de duração, sendo apresentada pela ordem inversa do início do programa;22- A realização focará sempre, excepto em planos de corte, o candidato que está a intervir e pela totalidade da sua intervenção;23- A realização pode apresentar planos sobrepostos (em écran dividido) do candidato que não está a falar desde que seja acautelada a igualdade de tempo, nestas circunstâncias, dos dois candidatos em debate;24- Os cenários dos debates são de conceitos semelhantes independentemente das televisões que os realizam;25- (seguia-se o) Calendário dos debates (de 5 a 20/12)26- Em sorteio realizado ficou determinado que a primeira pergunta de cada debate seja feita ao candidato sentado à direita do écran;27- Ficou também determinado que os candidatos se sentarão nas posições indicadas (direita e esquerda do écran).

It takes two to tango...

Envolvidos neste mundo dos blogues, descobrimos esta opinião
Sexta-feira, Dezembro 16, 2005

Garcia Pereira é candidato. Sabiam?
Começa a tornar-se estupidificante a atitude dos media em ostracizar completamente o candidato Garcia Pereira. Já nem falo da atitude dos canais televisivos de não incluir o candidato nos "debates" (as aspas são propositadas)... Toda a gente sabe que da TV não se pode esperar nada de edificante. Falo, sim, dos media, os media de modo global. Em resultado, experimentem perguntar às pessoas o que acham da candidatura de Garcia Pereira e verão quanta, mas quanta gente se admirará com o facto de sequer ele ser candidato!O It Takes Two não pretende seguir essa leva de carneirada demagógica que nos anda a comer todos todos os prados e todos os pastos. Então, como informação útil, aqui vai: http://garcia-pereira-a-presidente.blogspot.com/ - visitem, nem que seja para contrariar os que se julgam donos de Portugal.

Por nós, resta-nos agradecer ao blogue em causa: http://tangomaster.blogspot.com/2005/12/garcia-pereira-candidato-sabiam.html. E, já agora, visitem-no!

Outra questão fundamental...

Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=209605

Garcia Pereira critica Governo sobre segurança social
O candidato presidencial Garcia Pereira considerou terça-feira que as medidas governamentais para aumentar a idade de reforma e diminuir as pensões não vão resolver o problema da sustentabilidade da segurança social, que disse residir na inexistência de economia.
O candidato apoiado pelo PCPT/MRPP comentava, à entrada para uma visita à Associação dos Deficientes das Forças Armadas, as afirmações do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, segunda- feira à noite na RTP, segundo as quais se o modelo de financiamento da segurança social não for alterado o pagamento das reformas dentro de dez anos pode estar comprometido.
«Não vai resolver problema nenhum. O grande problema da falta de sustentabilidade da segurança social reside na circunstância de não termos economia e, portanto, de não termos um grande número de trabalhadores e, por oposição, um grande número de desempregados», afirmou Garcia Pereira.
«As medidas de abaixamento das pensões só vão agravar o já fraco poder de compra dos cidadãos que vivem da sua pensão e agravar as condições de miséria social», acrescentou.
Para o candidato a Presidente da República, o resultado destas medidas passa pela substituição dos pensionistas, primeiro por desempregados e depois por pessoas sem qualquer espécie de apoio social.
Afirmando que o PS, durante a campanha eleitoral, «não disse que ia fazer o que está a fazer», Garcia Pereira considerou que estas medidas «são uma forma de ter mais do mesmo para pior».
Diário Digital / Lusa